Estou mudando minha maneira de ver o conteúdo de uma aula…
Até pouco tempo atrás, eu achava q dar uma boa aula era se ater ao conteúdo programado (gramática, vocabulário, expressões, assuntos para discussão dentro do tema) evitando ao máximo conversar sobre temas pessoais e “fugir do assunto”. Nisso, creio q a aula ficava um pouco “seca”, senão “impessoal” demais…
Não q eu evitasse qq explicação de gramática ou aprofundamento sobre expressões e práticas culturais – mas tentava ficar mais centrada no tema da aula mesmo.
Mesmo a maneira de falar, como explicar as coisas e conversar com o aluno, acho q antes eu tentava ser o mais simples possível, achando q assim ia deixar o aluno menos perdido por causa de menos novidade lingüística.
Hoje penso q uma boa aula de PLE (e de línguas estrangeiras em geral) necessita tocar em conteúdos culturais pessoais e gerais, para o aluno ter contato real com a vida como ela é. Se o aluno vem pra aula com o intuito de aprender uma língua ele deve poder ter contato com essa língua de modo mais natural possível, um recorte fiel da realidade. E isso só é possível se o professor atuar como um representante real da sua cultura, com vida própria e opiniões, experiências e desejos.
Contando sobre o próprio dia-a-dia, por exemplo uma viagem, o professor dá chance de o aluno ter contato com essa nova realidade através da visão de um “nativo” e da forma como é narrada tal experiência. Nada mais enriquecedor. Desde q bem dosado, claro.
Acho q eu me continha e simplificava muito a aula pois ficava com medo de exagerar num outro extremo, como jah vi muitos professores fazerem, q eh o de ficar contando pro aluno coisas sobre a própria vida e os problemas pessoais, num tipo de desabafo institucional (o aluno, respeitando a autoridade do professor, escuta passivamente essa lenga-lenga, e às vezes até acha normal pois está tendo uma aula de “conversação e compreensão oral”, hahah. Ou, o q nao eh raro, o aluno ouve essa enrolação toda, fica entediado ou irritado mas nao fala nada.)
Ainda tenho de aprender a dar aula e dosar o que eh instrutivo e o que eh “nutritivo” rs.
May 31, 2007 at 0:33 |
Oi Beth!
Gostei muito de ler sobre suas práticas. Tb sou professora de PLE, moro na Inglaterra. Gostaria de trocar idéias com vc. Se puder, me escreva.
Abracos
July 18, 2007 at 12:34 |
Gostei muito do li, pois você acaba de me confirmar o q estou trabalhando no meu projeto de especialização. gostaria de conversar com vc mais sobre isso. Sou professora de LE em Teresina-PI.
September 21, 2007 at 21:54 |
Boa noite, Beth!
amanhä retomarei as minhas aulas de português para estrangeiro, pois fiz uma longa pausa, depois que tive meu bebê.
Escreva-me algo encorajador. Moro em Nurembergue.
Abracos
October 31, 2007 at 2:48 |
Parabéns pelas reflexões tão bem elaboradas. Agora estou em Xi`an, China, onde começo trabalhar PLE. Cosiderarei as suas ponderações no desenvolvimento do meu trabalho. Um abraço
November 2, 2007 at 13:42 |
Agradeco a todos pelos comentarios gentis e inspiradores!
E peco desculpas pelas respostas individuais tardias!
Eh muito legal saber q ha tantas pessoas empenhadas em trabalhar com PLE dentro e fora do Brasil ^_^