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Nível 1 – básico

January 3, 2007

[continuando o tópico anterior, agora sobre o nível básico]

Com ou sem o nível introdutório, o aluno iniciante poderia cursar o nível básico sem necessitar de qualquer noção prévia do idioma. Para isso, poderia haver um livro com conteúdo “neutro”, para um aluno “universal”, seja ele da nacionalidade que for. Já existem muitas publicações especiais para falantes de espanhol, inglês, chinês, alemão… Mas sinto falta de um livro mais “genérico”.

[Hum... seria engraçado pensar num material para um ser de outro mundo, que não soubesse nada de nenhuma língua, muito menos de português rs. Mas isso é outra história...]

O nível básico seria o início de um contato mais estruturado do estrangeiro com a língua portuguesa. Junto com noções de gramática, fonética, léxico, sintaxe e outros assuntos lingüísticos, as lições apresentariam um pouco da cultura brasileira, tanto de comportamento como de pensamento, além de informações sobre história, geografia, sociedade, artes, esportes, folclore, etc.

[hum... seria legal ter uma agenda cultural, com datas e eventos típicos da nossa terra, e com informações em quadrinhos bem sintéticos, com fotos, dados resumidos... Poderia ser usado como complemento às aulas, seguindo a seqüência temporal da agenda (do dia 1o de janeiro ao 31 de dezembro), ou seguindo as datas aproximadas junto com o dia das aulas.

Quando eu fiz uns módulos na Cel-Lep, lembro q ganhamos uma agenda que tinha citações de famosos, dicas de gramática e expressões, comentários sobre a cultura dos povos falantes de inglês, etc. Era bem legalzinha.]

Bom, essa parte não lingüística poderia vir como material complementar, claro. Mas para ter um curso completo, acho q não pode faltar essa parte.

Quanto ao conteúdo de língua mesmo, acho q dá pra adotar como referência a base do sistema de avaliação de outras línguas, como inglês, espanhol, alemão, etc: concluído o básico, o aluno deve ser capaz de travar conversas simples e cotidianas, falar um pouco de si, entender quando uma pessoa fala devagar e usando palavras simples, e deve ser capaz de se virar no dia-a-dia sem grandes problemas.

Acho q seria possível chegar num vocabulário de cerca de 2000 palavras, principais verbos irregulares e regulares no presente, pretérito perfeito e imperfeito, futuro composto, formas do gerúndio, imperativo formal e informal, e principais estruturas sintáticas.

O nível básico poderia ser subdividido em 3 ou 4 módulos (ou mais, talvez), com avaliações constantes sobre o desempenho do aluno tanto em compreensão como em expressão (oral e escrita).

Nesse nível, acho q seria possível, e talvez até desejavel, q as aulas fossem 100% em português. No entanto, não sou totalmente contra a tradução. Acho q dependendo do aluno e da situação, traduzir o conteúdo e as explicações facilitam bastante o aprendizado da língua. Basta não usar a tradução como muleta eterna, e deixar claro q as línguas tem muitas peculiaridades q a tradução pode muitas vezes deixar passar batido.

A duração desse nível seria de cerca de 60hs-aula.


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